11 abril 2014

Um


Joseph

Eu acordei com o gosto do velho Jack Daniels na minha boca, minha cabeça batendo e lutando contra a vontade de vomitar. Sim, a minha manhã típica!
Nada de especial sobre isso, ou sobre os pesadelos que ainda permaneciam na minha cabeça. Eles foram o que me fez correr para o banheiro. Eu mal cheguei antes de começar a vomitar e esvaziar o meu jantar da noite anterior no banheiro.
Eu estava escovando os dentes quando Emmie veio rebolando até a conexão do meu banheiro e olhou para mim. Aparentemente ela ainda estava com raiva de mim, e eu ainda não tinha ideia do porquê. Droga de hormônios da gravidez!
— Tome um banho. Você irá ajudar Jesse com a mudança de Layla e suas irmãs para a casa de hóspedes hoje.
Eu gemi. — Emmie, a minha cabeça está prestes a rachar.
— Como isso é diferente de qualquer outro dia? — Ela chamou por cima do ombro enquanto saía do banheiro. — Se apresse. Jesse irá sair em breve.
Murmurando uma maldição, eu entrei no chuveiro. Trinta minutos depois, eu estava dentro de um caminhão alugado com Jesse. Ele sabia que a minha cabeça estava me matando, e ele não falava muito por causa disso. Eu descansei minha cabeça contra o encosto do assento e orei para que o dia passasse rápido. Tudo que eu queria era tomar alguns Jack e uma cama.
O apartamento duplex onde Jesse parou não era o lugar mais miserável que eu já tinha visto, mas não era o mais bonito também. Nós não estávamos exatamente no território de gangues, mas era óbvio que esse não era o mais seguro dos bairros. Eu estava feliz que Layla estava se mudando para a casa de hóspedes depois de ver este lugar. Eu gostava dela e queria que ela ficasse em algum lugar mais seguro.
O sol estava brilhante e eu lamentei não usar meus óculos de sol enquanto eu subia as escadas para o segundo andar atrás de Jesse. Ele bateu e a porta se abriu.
— Jesse, ei, — A voz rouca de Layla cumprimentou o baterista.
Eu fiquei lá no sol brilhante e os observei devorar um ao outro com os olhos. Sim, não havia nada acontecendo lá! — Em algum momento, hoje, Jesse. Pare de comer a garota com os olhos e vamos logo com isso, cara.
As bochechas de Layla coraram, e ela deu um passo para trás para nos deixar entrar no apartamento. — Eu não estava esperando que vocês viessem para me ajudar.
Eu caí em um sofá que me fez lembrar de um que a minha mãe tanto amava quando eu era uma criança. Este provavelmente era tão antigo quanto.
— Nem nós, — eu murmurei.
— O que Joseph quer dizer é que ele está aqui sob coação. Esta é a sua punição por chatear Emmie ontem à noite, — Jesse informou.
— Eu ainda não entendo o que eu fiz, — Resmunguei. — Em um minuto ela é toda sorrisos e no próximo está gritando comigo. — Eu balancei minha cabeça e meu cabelo comprido caiu na minha cara. — Eu odeio os hormônios da gravidez. Mal posso esperar para que esta criança demônio saia dela! — Eu queria minha pequena e doce Emmie de volta.
Ok, ela não era doce, mas ela era nossa e eu não a trocaria por ninguém. Mas ultimamente ela não era a mesma garota que os caras e eu praticamente criamos. Ela foi levada pela massa crescendo em sua barriga.
Layla riu e era um som doce. — Isso não vai ajudar, — ela me assegurou. — Depois que o bebê nascer ela vai ficar pior. Confie em mim nisso, querido. Pós-parto é pior do que as mudanças de humor que ela está tendo agora.
— Ah, inferno, — Jesse murmurou, ao mesmo tempo que eu fiz.
— Ei, Layla, você já embalou as coisas do banheiro? Eu preciso... — Minha cabeça se voltou para o som daquela voz, e eu tinha certeza de que meu coração parou no meu peito quando eu encontrei os olhos cor de uísque de um anjo. Seu longo cabelo preto meia-noite estava puxado para trás em um rabo de cavalo. Seus olhos marrom-âmbar eram enormes em seu belo rosto. Ela tinha os lábios macios que pareciam picados por uma abelha e um nariz que era pontudo no final. O anjo era alto e a cintura longa e fina, mas ela tinha curvas que faziam meu corpo doer por segurá-la contra mim.
Este anjo era jovem, eu diria que não mais de vinte e um anos... Layla apresentou o anjo. — Demetria, este é Jesse e esse é Joseph. Pessoal, este é a minha irmã de 17 anos de idade, Demi.
Dezessete. Dezessete. DEZESSETE!
Malditos dezessete anos!
O número saltou em minha cabeça que já latejava, e eu pensei que ficaria louco com isso. Não! Não dezessete anos. Ela tinha que ser mais velha. Eu não poderia estar atraído por uma menina de 17 anos de idade.
— É um prazer conhecê-la, Demi, — Jesse disse, enquanto olhava para o anjo.
Fiquei fascinado com o rosa que inundou suas bochechas. — Sim, você também, — ela murmurou e olhou para a irmã. — Layla, você pode me ajudar com uma coisa no banheiro?
As irmãs nos deixaram sozinhos na sala de estar, e Jesse caiu no sofá ao lado de mim. — Cara, você está pálido.
Eu não fiquei surpreso. Eu acho que eu tinha realmente sentido a cor sair do meu rosto quando Layla havia dito a palavra dezessete. Eu me senti mal do estômago por uma razão completamente diferente do que eu senti ao despertar.
— Vocês realmente são demônios?
Virei a cabeça para encontrar uma menina com cabelos longos escuros, encaracolados, parada a poucos metros do sofá. Ela tinha grandes olhos escuros e um pequeno nariz bonito, e assim como Emmie conseguiu todos esses anos, essa menina me fisgou fundo e eu não pude deixar de sorrir para ela. — Não, querida. Eu não sou realmente um demônio.
Tudo bem que algumas pessoas tinham me comparado a um algumas vezes. Aos olhos do público eu era um durão sem coração ou alma. Principalmente, eles estavam certos. A menos que você contasse com Emmie e meus irmãos de banda, eu não tinha amor ou compaixão por ninguém.
— Qual é o seu nome? — Perguntou a menina.
— Sou Joseph, — eu disse a ela. — Ele é Jesse.
Seus olhos escuros nos olharam como se estivesse avaliando a nós dois. Então, com a confiança que só uma criança jovem e inocente tinha, ela subiu no meu colo. — Eu sou Lucy. É bom conhecê-lo, Sr. Joseph.
— É um prazer conhecê-la, Lucy.
Pelos próximos cinco minutos, ela fez uma centena de perguntas sobre a casa em que ela ia morar. Antes que Jesse ou eu pudéssemos tentar responder, ela fazia outra para nós. Já no primeiro minuto, eu sabia que sua palavra favorita era incrível. Ela queria construir um castelo de areia, mas nunca foi para a praia. Antes que eu pudesse realmente pensar sobre isso, eu me ofereci para ensiná-la.
Layla saiu do quarto com um sorriso no rosto. — Não hoje, Lucy, — disse a garota. — Temos muita coisa para fazer hoje, baby.
— Amanhã? — Ela perguntou.
Eu já estava assentindo. Parecia divertido quanto mais eu pensava sobre isso. Porra, eu acho que nunca tinha feito um castelo de areia também, mas eu queria fazer um com Lucy. — Amanhã. Está marcado, ok?
Os olhos dela se arregalaram. — Promete?
Eu sorri. — Prometo. Agora, vamos começar a mudança das senhoritas.

Demetria

Eu sabia quem eram os Asas do Demônio. Layla era uma grande fã de sua música, mas eu saberia sobre eles, mesmo que ela não fosse. Eles eram uma banda de rock incrível, e até mesmo eu gostava de algumas de suas músicas, o que dizia muito, porque o meu gosto se inclinava mais para cantores como Michael Bublé.
Ultimamente, a banda estava nos tabloides, o que não era típico deles. A maioria deles mantinha discrição, mas o líder da banda, Nikolas Armstrong, ia ser pai, o que era uma grande coisa no mundo da música. Ele havia engravidado a irmã de criação da banda e fez com que as cabeças de todo o mundo se voltassem para eles. Os tabloides faziam fofoca da história a meses, mas a maior parte já tinha morrido. Eu percebi que quando o bebê nascesse a banda iria ser perseguida novamente.
A história do bebê era a primeira notícia real sobre a banda em poucos anos ou mais. A última vez que fizeram notícia nos tabloides foi por causa de Joseph Stevenson. O homem tinha sido reportado como um psicopata que tinha jogado um médico pela janela. A imagem do roqueiro encarando o fotógrafo, que se atreveu a tirar sua foto, mostrou um homem que parecia mais do que selvagem e perigoso. Eu acho que você poderia entender o meu choque ao descobrir que o mesmo cara estava de pé no que havia sido minha sala de estar pelos últimos dois anos. Eu estava nervosa no início, especialmente quando ele olhou para mim e foi como se ele estivesse olhando diretamente para minha alma. Mas mesmo que tenha me assustado muito, eu tinha certeza que meu coração estava acelerado por outros motivos além do medo.
Droga, como o cara era sexy! Você não poderia nem ir um pouco longe como dizer que ele era bonito. Seu rosto tinha linhas duras e vários ângulos, mas cada ângulo parecia como se os próprios deuses tivessem esculpido cada linha. Adonis, o Deus da beleza e do desejo, não tinha nada a perder para Joseph Stevenson, e com apenas um olhar, a minha respiração parecia estar presa em meus pulmões.
O que me chocou mais foi que ao longo das próximas poucas horas eu me encontrei não mais sentindo medo dele. Ele fazia Lucy rir. Toda vez que eu pegava algo pesado, ele rapidamente o pegava de mim e levava ele mesmo para o caminhão. Joseph como uma estrela do rock podia ser um idiota total, mas aparentemente o homem era um cavalheiro.
Eu me senti como se houvesse uma força invisível me empurrando em direção a ele. Normalmente, eu teria colocado um freio. Estrelas do rock eram más notícias. Eu tinha crescido com um após outro aquecendo a cama da mãe. Eu já tinha visto em primeira mão como eles tratavam as pessoas, e não era bonito. Mas, por alguma razão, eu senti como se Joseph e Jesse fossem diferentes.
Assim como eu senti que Shane e Nik eram diferentes quando eu os conheci mais tarde naquele dia quando eles nos ajudaram a descarregar o caminhão da mudança. Eles foram todos muito bons, e eu me senti confortável em torno de todos eles. E Emmie? Ela me lembrou de Layla um pouco. Alguém que não deixava ninguém passar por cima dela, que não deixa que o mundo a levasse para baixo.
Até o final do dia, me encontrei tendo uma queda por Joseph. Era uma loucura. Ele tinha trinta e um, e eu tinha dezessete anos. Claro, roqueiros namoravam mulheres mais jovens o tempo todo, mas eu não ia ser uma Priscilla para o Elvis dele. Não, não ia acontecer!
Domingo era o meu dia de fazer lição de casa. Eu normalmente não me importava de fazer lição de casa. Layla era durona sobre tirar boas notas e era fácil para mim. Estudei muito e tive aulas extras. Desde que vivia com Layla e eu já não tinha que gastar tanto tempo cuidando de Lucy, algo que eu tinha feito a partir do dia em que ela nasceu até a nossa mãe perdedora morrer, eu comecei a assistir aulas extras que a minha escola oferecia. As classes eram aulas básicas de estudos gerais para a faculdade, e no final desse prazo, eu teria créditos universitários suficientes para me qualificar como uma estudante de segundo ano quando eu realmente começasse a faculdade.
Segunda-feira, eu dirigi para a escola sozinha pela primeira vez. Layla foi incrível. Ela estava deixando eu dirigir seu velho Corolla, então eu não teria que mudar de escola. Não era que eu fosse sentir falta dos meus amigos, eu tinha passado tanto tempo na escola estudando ou participando de programas obrigatórios de esporte - eu tinha escolhido corrida porque eu era horrível em esportes de equipe, - que eu não tinha nenhum amigo. Nenhum.
Claro que não ter amigos tornava difícil a escola, às vezes. Nenhuma das meninas gostava de mim por que: A) achavam que eu era uma vadia encalhada porque eu me recusava a deixar que eles me sugassem para o drama diário que tendia a ser uma vida de meninas adolescentes, ou B) Achavam que eu queria o namorado delas. Minha resposta era sempre a C. Eu não tenho tempo para o drama de qualquer pessoa além do meu, e eu não iria ficar com os namorados delas nem se eles me pagassem. Não ter amigos havia me dado tempo para observar os acontecimentos dos outros em volta de mim, e eu tinha descoberto que a maioria dos namorados que eu fui acusada de querer eram instrumentos nas mãos das namoradas e tinham mais ação do que as namoradas percebiam.
Um dia antes, Layla havia comprado dois novos telefones. Ela tinha dado a Lucy seu antigo em caso de emergências, mas eu ganhei o meu próprio, juntamente com um plano de mensagens ilimitado junto com a internet e um plano de ligações.
Claro que eu tinha dado o meu número para Joseph. Eu não tinha certeza de como isso aconteceu, mas acabamos trocando mensagens de texto uma atrás da outra até depois da meia-noite passada. E hoje, mesmo que eu soubesse que ele deveria estar no estúdio trabalhando em um novo material com os outros caras da banda, nós estávamos trocando mensagens de texto regularmente.
Durante a aula de Inglês ele me enviou uma foto engraçada de seu irmão jogando conversa fora na hora do almoço. Porque eu não estava esperando por isso, eu não consegui controlar a minha gargalhada, enquanto o meu professor estava dando uma chata palestra sobre a importância de uma forte introdução em uma redação. Eu não estava prestando atenção, porque eu já tinha tomado aulas de Inglês 101 de faculdade e passei com um A. A única razão pela qual eu estava nessa classe era porque eu tinha que ter para me formar.
— Senhorita Daniels, há algo que você gostaria de compartilhar com a classe? — O idiota perguntou em uma voz nasalada que sempre me irritava. Sr. Mills estava em seus vinte e poucos anos com um corte de cabelo do Justin Bieber, e a maioria das meninas na escola gritaram como se fossem meninas quando descobriram que ele daria a aula de Inglês. Eu não era uma de suas fãs e não fazia segredo disso - nunca. É claro que eu senti como se ele não gostasse de mim e estava sempre tentando me isolar das maneiras mais constrangedoras.
Coloquei meu telefone entre o meu livro e caderno para escondê-lo do professor. — Não, Sr. Mills, — eu assegurei a ele.
— Então, talvez você gostaria de nos dizer a melhor maneira de começar uma Comparação/Argumentação em uma introdução. — Seu sorriso me disse que achava que eu não poderia lhe dar uma resposta boa o suficiente para satisfazê-lo.
Ele estava mais irritado comigo do que o normal até o final da aula, depois da minha explicação de cinco minutos para sua pergunta. Quando a campainha tocou, eu estava mais do que feliz por pegar minhas coisas e sair de seu caminho. Passei pelo banheiro feminino antes de ir para minha última aula do dia e mandei uma mensagem para Joseph de volta.

Você me fez rir na aula de Inglês! O professor babaca me odeia.

Em poucos segundos, Joseph me mandou uma mensagem de volta. Porra! Desculpe, Anjo!

Não se preocupe com isso. Até logo.

Naquela noite, quando cheguei em casa, Layla estava mais tranquila do que o habitual. Ontem à noite, ela me perguntou sobre Joseph, e eu tive que desconversar. Ele era meu amigo, meu único amigo! Eu não iria deixar que ela arruinasse isso porque achava que eu não podia cuidar de mim, mesmo se os meus sentimentos por ele fossem mais fortes do que uma mera amizade. Eu afastei o assunto como se fosse apenas uma paixão boba.
Depois do jantar, eu mandei uma mensagem para Joseph para perguntar se ele queria vir desfrutar do ar da noite comigo. Ainda estava quente à noite, e eu estava me sentindo sufocada dentro da casa de hóspedes. Quando ele me mandou uma mensagem de volta dizendo que ele iria, peguei um lençol e todas as pequenas velas que tínhamos.
Quando ele me encontrou no quintal que separava a casa de hóspedes da casa principal, eu tinha tudo arrumado. Parecia romântico e eu tive que ficar me lembrando que nada sobre meu relacionamento com Joseph era romântico. Ele iria correr para as montanhas, se ele soubesse que eu tinha uma queda por ele, e realmente eu não podia culpá-lo. Ele devia ter muito desse drama em sua vida de roqueiro.
Joseph me surpreendeu quando ele me mostrou um caderno de desenho e um conjunto de lápis de carvão para desenho. — Posso desenhar você? — ele perguntou, soando um pouco inseguro.
— Claro. Se você quiser... Eu não sabia que você desenhava. — Eu me arrumei no lençol, então eu conseguia vê-lo sobre o bloco de desenho enquanto ele trabalhava.
Seus dedos se moviam com rapidez e habilidade óbvias. Eu ansiava por ver o que ele estava desenhando. A concentração em seu rosto quando ele me olhava me fazia doer por uma razão completamente diferente. — É algo que eu faço como um calmante, — disse ele depois de alguns minutos. — Arte era minha aula favorita na escola. No meu aniversário de oito anos meu pai me deu um kit de arte profissional. Tinha tinta e carvão e um milhão de outras coisas que uma
criança de oito anos não entende como usar. — Ele sorriu e eu podia ver o menino que ele havia sido brilhando naqueles olhos verdes-acinzentados. — Minha mãe argumentava que era muito caro, que seria destruído até o final do dia, mas eu cuidei dele e descobri que eu realmente gostava de usar o carvão para desenhar. Quando eu tinha treze anos, entrei em um festival de arte na cidade e realmente ganhei uma centena de dólares, ficando em segundo lugar na amostra de arte.
— Uau. Eu na melhor das hipóteses consigo desenhar um boneco convincente se tiver que fazer. — Ele riu. Foi um riso profundo que me fez ficar muito feliz por ter vindo de algo que eu disse. Ele não parecia ser o tipo de cara que ria muitas vezes.
— Então, se a arte não é o seu talento o que é? — Ele perguntou enquanto continuou a desenhar.
Minha atenção continuou em seus dedos longos e finos e como eles se moviam com certeza sobre todo o bloco de desenho. — Eu gosto de dançar, — disse a ele. — E eu sou uma corredora de longa distância decente.
Ele arqueou uma sobrancelha em minha resposta. — Dança?
Eu assenti. — Sim, eu amo dançar. Quando eu era pequena, antes da minha mãe expulsar Layla, Layla me levava a uma academia de dança pouco depois que ela chegava em casa da escola. Eu aprendi sapateado, ballet e jazz. Eu sou uma grande fã de jazz e swing.
Joseph sorriu. — Então você gosta de Michael Bublé e Sarah Brickel. Talvez Robbie Williams? — Eu encolhi os ombros e ele se inclinou para frente, me batendo na ponta do nariz com o dedo. — Não há nada errado sobre gostar deles. Eu encontrei Michael Bublé algumas vezes no Grammy. Cara legal.
— Eu posso ter todas as músicas dele no meu iPod. — Dei de ombros novamente. — Quem é seu herói do rock? — Eu perguntei, decidida a saber tudo sobre este homem. Basta estar com ele assim, falando sobre nada mais importante do que os nossos gostos em música, que era perfeito. Eu queria congelar o tempo e me segurar a esse momento pelo resto da minha vida.
— Keith Richards sempre foi o meu herói. — Ele voltou a se concentrar em seu bloco de notas. — O homem tem talento. Quando eu tinha doze anos eu cortei a grama por um verão inteiro para guardar dinheiro para comprar minha primeira guitarra. Eu aprendi a tocar vendo e ouvindo Keith Richards. Foi assim que começamos. Eu era Keith e Nik era Mick Jagger. Nós só estávamos brincando. Mas, então, Jesse e Shane se juntaram a nós, e nós realmente parecíamos muito bons. Nós começamos a tocar em festas para as crianças na escola. De lá, fomos para bares perto de casa. Quando eu tinha vinte e um algum caçador de talentos nos ouviu e contou a Rich, nosso agente, sobre nós. Uma semana depois, estávamos em um ônibus de turnê, oficialmente estrelas do rock.
— Isso é loucura! — Eu puxei meus joelhos contra o peito e descansei o queixo sobre eles. Meu cabelo caiu na minha cara, e eu empurrei-o de volta. — É tudo o que você esperava? Tudo o que você sempre quis?
Dor cruzou seu rosto. Joseph ficou em silêncio e eu me perguntei se ele ia me responder quando ele finalmente balançou a cabeça. — Não. Não é tudo que eu sempre quis. Após o primeiro ano, eu já estava cansado. Eu quero mais do que uma vida de rock-and-roll. É tudo o que fazemos agora. Não me interprete mal, Demetria, eu amo fazer música. Eu amo a emoção de tocar para uma multidão. Mas eu odeio a vida que vem com ela.


3 comentários:

  1. Nossa '-' posta logooooo quero maiiis, posta mais

    ResponderExcluir
  2. Posta mais por favor
    Essa fic é muito boa

    ResponderExcluir
  3. Cara muito boa essa fanfic, sério.
    Poste logo o cap 2
    Bjus :*

    ResponderExcluir